segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


COMO TUDO COMEÇOU...

Eu acho que vou começar me apresentando, meu nome é um tanto diferente,
então eu prefiro que por enquanto voces me conheçam apenas como Maris.
Tenho 15 anos, nasci em São Paulo, no tempo livre adoro escrever, mas vamos
logo ao que realmente interessa. Desde que minha mãe começou introduzir
alimentos diferentes do leite na minha alimentação, quando eu ainda era um
bebezinho, ela notou que eu era diferente dos demais, quando ela colocava carne
na minha sopinha, eu passava mal, vomitava, fazia birra para não comer, mas quando
a sopa era só de legumes, eu comia tudo com muito gosto.
Muito preocupada com a minha saúde ela vivia me levando ao médico, que sempre

 dizia a mesma coisa," É frescura de criança, mas dia, menos dia ela começa a comer carne..."
Bom na realidade esse dia nunca chegou... E olha que já se passaram 15 anos...
Durante toda a minha vida como vegetariana, eu sofri muito preconceito, da minha
própria família mesmo.. Sempre viviam me chamando de "frescurenta" , entre outars coisas,
a minha mãe logo acabou aceitando, se bem que as vezes ela tentava me enganar colocando
carne dentro do feijão, tentando camuflar dentro do meu prato, mas não tinha jeito, eu que não
era boba nem nada, logo percebia, muitas vezes eu cheguei a chorar, por conta disso.
Um dos momentos em que eu passei mais sufoco, foi quando minha mãe resolveu terminar
o colegial, dessa forma como eu ainda era pequena quem ficava encarregado de por minha comida
era o meu pai, ele realmente não acreditava na hipótese de ter uma filha vegetariana,
já que tanto ele, quanto minha mãe foram criados na roça, onde eles matava tudo quanto
é tipo de animais para cozinhar e comer na hora. Ter uma filha que defendia o direito de vida
dos animais, era muita ironia do destino... Dessa forma no lugar de legumes e salada, ele enchia
o meu prato de carne, sem me dar o direito de negar, esperta, eu ficava enrolando
até ele ir para a sala, daí eu colocava tudo no prato da Elly, minha irmã, e quando ela
não queria, jogava tudo no lixo. O ruim era quando ele resolvia ficar na cozinha esperando
 a gente terminar de comer, daí eu era obrigada  a engolir tudo "aquilo", resultado,
eu acabava vomitando, passando mal, chorando, e ainda apanhando por isso.
Aos poucos eu fui crescendo, minha família foi se acostumando com a idéia de que eu
podia sim, ser completamente saldável, sendo vegetariana. Menos o meu irmão mais velho o Elvis,
ele ainda acha o meu  modo de vida, idiota, e as minhas tias que não se cansam em
perguntar: "Mas nem frango, nem peixe?" , "Como é que casa desse jeito?",
" Vai ser dificÌl encontar alguém como voce!"
Bom é impotante destacar, de que foi preciso muito tempo, e que eu derramei muitas
lágrias, para vencer todos os preconceitos e obstáculos. Mesmo sendo a única vegetariana
da história de toda a minha família. A minha esperança ainda é no meu irmão mais novo,
Pedro Henrique, de tres meses, espero que ele siga o memo caminho que eu,
para seguir junto comigo. no mundo vegetariano, agora é só torcer!

2 comentários:

Mar Souza disse...

Muito bom, é assim mesmo a vida de uma vegetariana, sepre sofremos preconceitos...

Renan Tempest disse...

"Mas nem frango nem peixe?" kkkk é verdade. Comigo também acontece isto.